domingo, 23 de setembro de 2012

PROBLEMAS E CONTEÚDO PROGRAMÁTICO


Redes e novo modo produtivo/ meios de produção; política;
Capitalismo cognitivo/ trabalho imaterial/ inteligência coletiva;
Ciberespaço e espaço físico: cidade, metropolização, urbanização estendida, cidade genérica, hiperterritório (cidade ampliada – Rodrigo Firmino), metápoles, wikicidade;
Impactos no território – problemas : O mito da Cidade Global- José Sette/ A batalha pelo Centro de São Paulo. Felipe Francisco
Periurbano ou rural (cidade Luis Eduardo) , centro e periferia
Cidade/ porto/ grandes empreendimentos
Habitação: PAC MCMV
Rumos do planejamento _ Ascher; Da tragedia urbana à farsa do urbanismo reformista de Frederico Lago Burnett,
Democracia, multidão, proccomun, common, comum (as praças ocupadas);
Redes sociotécnicas e dispositivos territoriais na metrópole;
Arquitetura, interação, mediação, relação, participação do usuário: operatividade.

McLuhan surfing

Imagem MoM. McLuhan on Maui MoMday Seminar 09, 25 April 2011

Estudo de Caso, dinâmica


Imagem de trabalho da artista Néle Azevedo, Berlim

A proposição de uso da dinâmica estudo de caso em sala de aula tem base no texto de SILVA, Robesval Ribeiro da; BENEGAS, Alexandre Albertini, assim como em YIN, Robert K. e COREY, E. Raymond.
A PREPARAÇÃO:
Yin (2001)
apud Silva e Benegas discute que a adoção do Método do Estudo de Caso é adequada quando são propostas questões de pesquisa do tipo “como” e “por que”, e nas quais o pesquisador tenha baixo controle de uma situação que, por sua natureza, esteja inserida em contextos sociais.
Embora o pesquisador utilize um quadro teórico referencial como ponto de partida para utilização do método, alguns estudos organizacionais enquadram-se em situações em que o pesquisador se vê frente a frente com problemas a serem compreendidos e para os quais estudos experimentais não podem ser aplicados;
ou em situações nas quais estudos de natureza predominantemente quantitativa não dá conta dos fenômenos sociais complexos que estejam envolvidos nas mesmas.

A seleção do Método do Estudo de Caso
Deve levar em consideração a comparação deste método com outros métodos de pesquisa.Yin (2001) apud Silva e Benegas discute que os estudos de caso vão além de uma estratégia meramente explanatória, reforçando a existência de estudos de caso exploratórios, descritivos ou explanatórios.

Teaching Notes - notas de ensino de acordo com COREY
Um “Teaching Notes” (notas de ensino) deve ser preparado ao final do caso pelos autores para uso particular do professor ou instrutor.  Tal instrumento não terá o objetivo de indicar as respostas corretas de cada questão formulada, mas deve servir como um guia dos principais assuntos a serem discutidos na sala de aula (COREY, 1998, p. 8, ROBERTS, 2002, p. 31 Apud. SILVA e BANEGAS). Consiste em respostas e comentários para direcionar o professor, a respeito do conjunto de perguntas referentes ao tema proposto, que deve vir no final do caso. É importante salientar que na aplicação do caso como instrumento de aprendizado apenas as perguntas devem estar disponíveis aos alunos e o Teaching Notes é reservado ao instrutor/professor.
Uma contribuição que talvez se possa fazer em relação à utilização desse método no Estudo de Caso está na inserção, nas notas de ensino, da classificação dos casos não apenas com base em seu formato de apresentação ou no grau de complexidade das variáveis inseridas no mesmo. Sugere-se aprofundar estudos que possibilitassem fazer a classificação de casos dentro dos diferentes campos da pesquisa qualitativa que embasaram sua construção, (as teorias: fenomenologia, positivismo, pos positivismo, pos-estruturalismo, psicogeografia,  etc).

Em semiótica discursiva chamam-se dêiticos textuais ou dêixis textual: pessoa, lugar, tempo ou lugar, pessoa, tempo, discurso e dinâmica social.
Dêixis: A raiz etimológica do vocábulo dêixis remete à noção de indicação,  faz referência à função dos pronomes pessoais e demonstrativos, tempos verbais e outras categorias gramaticais que relacionam enunciados aos aspectos de tempo, espaço e pessoa na enunciação. Isto é, dêixis é a localização e identificação de pessoas, objetos, eventos, processos e atividades sobre as quais falamos ou a que nos referimos no momento da interação verbal.

O CORPO DO CASO
Não analise, não conclua, deixe que a discussão contribua para a formação de uma conclusão. Casos estritamente descritivas fornecem um instantâneo de uma questão interessante, mas eles geralmente são de valor acadêmico limitado. O como abra mais perspectivas encoraja a perguntar "como" os problemas são relacionados uns com os outros e "por que" as coisas acontecem da forma que o fazem. Aprender a identificar padrões / tipologias de eventos, “pode” aprimorar habilidades analíticas segundo Corey.
Característica de um bom caso – COREY
Um bom caso deve dar informações suficientes para que os presentes/ participante possam detectar os fatos relevantes. Mas não deve fornecer qualquer diagnóstico ou prognóstico.
Um bom caso deve desafiar os alunos a fazer um "processo de negociação" para uma determinada decisão, articulando como e porque chegaram até a sua decisão.
Um bom caso deve provocar os alunos a pensar lateralmente/ transversalmente. Um bom caso deve idealmente promover tanto a análise e a síntese das competências.
Casos sintéticos, intuitivos são mais rapidamente apreendidos do que os analíticos. A síntese - como colocar fatos relacionados em um conjunto coerente, plano de articuladas de ação.
Um bom caso de sistemas de informação muitas vezes envolve questões de implementação/ PROPOSIÇÃO; aproveitando estas questões para aumentar dinamismo, destacando os fatores humanos e sociopolíticos em execução.

Referências:
SILVA, Robesval Ribeiro da; BENEGAS, Alexandre Albertini.   O uso do estudo do caso como método de ensino na graduação. Economia & Pesquisa v. 12, n.12, p. , novembro 2010
YIN, Robert K. Estudo de Caso - Planejamento e Métodos. Bookman Companhia ed
COREY, E. Raymond. Writing Cases and Teach Notes. Harvard Business School, n. 9-399-077, November 5, 1998.

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Livro -DOWNLOAD – A Batalha Pelo Centro de São Paulo – Felipe Francisco – » Associação dos Moradores do Bairro Santa Ifigênia

Felipe Francisco Trabalhou na Prefeitura Municipal de São Paulo por muitos anos, se graduou com o Título de Mestre pelo Fundação Getulio Vargas em 2009 com a dissertação de Mestrado “Um olhar Critico Sobre a Concessão Urbanística“, a Lei de 2009 que está se tornando um Fantasma a assombrar o povo Brasileiro, que coloca em risco o direito a Propriedade No Brasil, passando o direito de desapropriação a empresas privadas. Como disse em Manifestação Pública Raquel Rolnik (relatora da ONU): “Se passar por São Paulo Passou Pelo Brasil” (se referindo a Lei 14917/09 da Concessão).

O Livro abaixo é de Utilidade Publica, tem depoimentos do SECOVI (sindicato das empresas do Ramo Imobiliário), funcionários do poder Público, associações e especialistas, elaborado com criticas muito bem embasadas pelo estudioso e competente autor.
A Batalha Pelo Centro De São Paulo Santa Ifigênia, Concessão Urbanística e Projeto Nova luz. Felipe Francisco de Sousa O urbanismo, como ciência social aplicada, mais do que nunca, deve buscar respostas aos impasses e às subjetividades que a cidade produz. As cidades são o reflexo espacial da sociedade, e reproduzem no território suas desigualdades e injustiças, em dinâmicas marcadas pela ideologia.

Assim, cabe à academia e, no caso, aos urbanistas, o importante papel de descortinar, explicar, denunciar e interpretar os fenômenos urbanos, bem como suas contradições, seus impasses, entendendo as suas causas e apontando os caminhos para superá-los. A história contada neste livro é uma história trágica. Ela escancara as facetas do patrimonialismo e as perversas lógicas de funcionamento de um Estado que há muito perdeu sequer a discrição para atuar em defesa de interesses particulares.

Como um bom acadêmico, Felipe Francisco de Souza não se furtou a tirar as conclusões necessárias, mesmo que tenha pago um preço caro por isso, após dez anos dedicados aos trabalhos na Prefeitura. Porém, isso não o impediu de contribuir de maneira incisiva para um melhor conhecimento dos meandros da ação pública em nossa maior metrópole. Mostrou como uma política pública pode ser um artifício para gerar novas frentes de ação para o mercado imobiliário. Mostrou como o Estado pode fazer a política do “quanto pior, melhor” para garantir o atendimento de determinados interesses. Mostrou quão delicada e perigosa é a imiscuição exagerada dos interesses privados na coisa pública. Assim, aponta toda a utilidade, esta sim “pública”, do seu trabalho: a de evitar, pela denúncia embasada e amparada pelo rigor da pesquisa acadêmica, que um processo político “viciado” possa tornar-se um modelo para outras cidades brasileiras, que passem a usar a concessão urbanística como mais um instrumento de expulsão de populações de lugares com potencial de valorização imobiliária. É por isso que este é um livro de leitura imprescindível para os urbanistas brasileiros preocupados com a reforma urbana, a reconstrução das nossas cidades em outros moldes e a perspectiva de termos, um dia, uma nova realidade urbana, socialmente justa e verdadeiramente democrática. Prof. João Sette Whitaker Ferreira (USP, convidado Sourbonne-Paris), trecho do prefácio.
A Batalha Pelo Centro de São Paulo mais do que um livro Temática Urbana, é uma obra que retrata como funciona parte desse sistema de empresas privadas que financiam campanhas políticas para encomendar leis para si mesmos. Podemos dizer que é revelador e emocionante como “Tropa de Elite 2”.

Do blog da Associação dos Moradores de Santa Ifigênia
link abaixo.

Livro -DOWNLOAD – A Batalha Pelo Centro de São Paulo – Felipe Francisco – » Associação dos Moradores do Bairro Santa Ifigênia

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Verbs

ASSUNTOS, PROJETOS, PROCESSOS, AÇÕES, AGENTES que tem a ver com problemas possíveis a serem levantados nos estudos de caso da disciplina (2o semestre de 2012).
A coleção  BOOGAZINE da editora Actar de Barcelona, se diz uma mescla de conteúdos herogêneos próprios de uma revista e tratamento temático em profundidade característico de um livro.
Verbo incorpora a ideia de uma arquitetura ação, designada por um dos colaboradores da serie Manuel Gausa:
“Interessa hoje uma “arquitetura-ação”, definida desde uma vontade “atuante”, de (inter)atuar. Quer dizer, de ativar, de gerar, de produzir, de expressar, de mover, de intercambiar e de relacionar. De agitar acontecimentos, espaços e conceitos e inércias, propiciando interações entre as coisas mas que intervenções nelas mesmas. Movimentos mais que posições. Ações, pois, mais que figurações. Processos mais do que sucessos..

os livros conferir no site da Actar:
Verb Crisis
Verb Crisis examines architectural solutions to the extraordinary conditions of an increasingly dense and interdependent world.It presents innovative projects and research through original photos, essays, and exclusive interviews with key figures from architecture and urban planning to environmental, economic, and global affairs. Confronted by shifting densities and uncharted urban transformations, Crisis tackles the conflict between the physical limits of architectural design and the demands on the practice for an updated social relevance. Featuring: FOA, Teddy Cruz, Shigeru Ban, Elemental, Boris B.Jensen, Hilary Sample, John May, Jacobo García Germán, Markus Miessen, Interboro Partners, MVRDV, and Takuya Onishi.
Edited by:
Mario Ballesteros , Albert Ferré , Irene Hwang , Michael Kubo , Tomoko Sakamoto , Anna Tetas , Ramon Prat

Reviews:
¨An extremely varied collection of places, opinions, and architectural designs, yet with a great amount of depth, all focused on a difficult topic. It holds great promise for future issues of Verb that will (hopefully) tackle other difficult issues that require not only changing approaches to architecture but changing attitudes in the reader.¨ Archidose

¨ The Latest issue of Verb is refreshingly critically engaged... addressing some genuinely thoughtful and provocative work...If you ever wondered whether there were any architects left with a sense of critical or social engagement, or an interest in the wider political and economic realities of their practice, then Verb Crisis is worth a look.¨ ICON MAGAZINE

¨Verb Crisis steps beyond the reporting of the architectural current and packs the volume with writings underpinned with a real sense of urgency.¨ Death by Architecture

¨Coming from one of the most fashionable publishers in Europe, Crisis...doesn't disappoint, it is a fantastic source for reflection and inspiration. The editors invited first class urbanists, thinkers, researchers and architects...to illustrate the crisis issue." We Make Money Not Art

¨Collecting striking photographs with interviews and original essays, Actar's latest book/magazine hybrid, Verb: Crisis...addresses architectural and design responses to the problems of our modern age.¨ Core 77

Verb Natures
“What is fascinating is the inability to separate the real from the digital, because they already form part of the same nature.” So we said in the last issue of Verb. Here we explore how this fusion takes place. Buildings and cities grow, are transformed, and dissolve. How can this evolution be generated, controlled, enhanced or imagined? Is our environment programmable? How does the fusion of natural and artificial matter produce new architectural organisms, new environments, new natures? How does technology animate space, and how do users and programs animate matter? The fifth volume of Actar's boogazine looks for a new definition of the organic.Projects by: Terraswarm, Aranda/Lasch, Shohei Matsukawa / 000studio, Kram/Weisshaar, Michael Meredith, mos, Foster + Partners, George L. Legendre, IJP Corporation, PTW Architects + Arup Australia + CSCEC, ON-A, Hitoshi Abe, Manuel Gausa Asociados, Vicente Guallart, Mick Pearce, Yusuke Obuchi, R&Sie(n), Cristina Díaz, AMID, INI, ONL...

Edited by:
Irene Hwang , Albert Ferré , Tomoko Sakamoto , Ramon Prat , Michael Kubo , Mario Ballesteros , Anna Tetas

Verb Conditioning
El cuarto número de Verb analiza dos procesos relacionados: el acondicionamiento de los entornos arquitectónicos y el condicionamiento de los comportamientos. Por un lado, los estudios sobre luminosidad, sonido, ambiente y temperatura diversifican las técnicas al alcance de la disciplina, creando efectos cada vez más extensos con recursos más exiguos. Por el otro, el auge del comercio, la tematización y la creación de identidades producen otra serie de efectos, que controlan a los usuarios y a sus emociones para obtener el máximo éxito comercial. ¿Cuál es el verdadero potencial del acondicionamiento? ¿Estos entornos son simplemente una réplica más sofisticada y precisa de los existentes o pueden generar atmósferas nuevas, capaces de potenciar no sólo efectos sino nuevas formas de vida? Arquitecturas concebidas como divertimento, como segunda naturaleza. Proyectos publicados: The Venetian en Las Vegas, El Pabellón Español en Aichi de FOA, Nueva Feria de Milán de Fuksas, Arup SoundLab, Décosterd & Rahm, Arakawa + Gins, Enric Ruiz, el Museo Tomihiro de Makoto Yokomizo, y textos de Norman Klein y AUDC.
Editado por:
Albert Ferré , Irene hwang , Michael Kubo , Tomoko Sakamoto , Ramon Prat , Anna Tetas

Verb Connection
Description: Virtual and physical connections between people, programs, and uses.
El tercer número de Verb boogazine trata del estado cambiante de la ciudad en la era electrónica. Observa la incidencia de la tecnología en la realidad urbana, las formas en que se concibe, los nuevos fenómenos y las nuevas formas que la generan, pero también trata de la forma en que se experimenta y se vive el espacio de la ciudad en todas sus vertientes. Frente a la disolución de los límites entre las dimensiones física e informacional de las ciudades, exploramos la relación entre conexiones virtuales –el efecto de las redes digitales en los espacios y usos de la ciudad– y el papel persistente de la arquitectura, que crea conexiones físicas entre personas, programas y usos. Obras y textos de OMA, Crimson, Atelier Bow-Wow, Kazys Varnelis, PLOT, Kazuhiro Kojima, Michael Bell. También publicamos la historia del Palast der Republik en Berlin, Chip City de Shinobu Hashimoto y Rients Dijkstra, y Sim City.
Editado por:
Albert Ferré , Michael Kubo , Ramon Prat , Tomoko Sakamoto , Anna Tetas

Verb Matters
Verb Matters revisa las posibilidades formales y materiales de la construcción actual. De nuevo, nuestro punto de partida es el ámbito de la era informática, caracterizado por una infinidad de datos procesados, la conexión global en red y la separación cada vez más difusa entre la materia natural y la tecnología artificial. Verb Matters refleja primero los resultados tangibles de las ideas más sofisticadas, aplicadas a la edificación. Aún más, plantea las posibilidades crecientes de la tecnología actual: una materia viva artificial, que procesa información e interactúa con el entorno orgánico. Habiendo llegado al límite de lo predecible, volvemos a la actualidad con una recarga de posibilidades. ¿Qué es lo que realmente podemos construir? Esa es la pregunta que guía este recorrido. La que potencia del ingenio, la capacidad de respuesta y la economía de la acción para materializar arquitecturas. Obras publicadas de Diller-Scofidio, Jürgen Mayer H., OMA, Toyo Ito, Media Lab, MIT y Metapolis.
Editado por:
Albert Ferré , Michael Kubo , Ramon Prat , Tomoko Sakamoto , Jaime Salazar , Anna Tetas

Verb Processing
Descripción:
    
Investigamos una nueva complicidad entre autor y usuario.
Este número del boogazine de Actar se sitúa en el tránsito de la era moderna a la era informática, donde se “abre” la obra material a una relación más profunda entre autor y perceptor. De la obra clásica al objeto moderno y de lo moderno a la “informática”, la relación entre autor y usuario se va haciendo más estrecha, más directa, más relativa. ¿En qué sentido ha cambiado -y sigue cambiando- esta relación? ¿Puede concebirse la arquitectura como un desarrollo más fluido de información? Entendemos que las publicaciones de arquitectura no puenden limitarse a enseñar un producto recién acabado en el que el arquitecto es el único autor. Hacer arquitectura es un desarrollo real en el que participan numerosos autores y que se basa en el procesamiento de información antes, durante y después de la materialización de la obra. El primer número de Verb incluye obras y textos de, entre otros, Manuel de Landa, Jorge Wagensberg, FOA, Sadar & Vuga, njiric & njiric, Love, Lacaton & Vassal, Santiago Cirugeda.
Editado por:
Jaime Salazar , Ramon Prat , Albert Ferré , Tomoko Sakamoto , Anna Tetas , Manuel Gausa 

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Oficina Grafos de Redes Sociais: Introdução à YourTwapperkeeper, RStudio e Gephi « medialab.ufrj

Oficina Grafos de Redes Sociais: Introdução à YourTwapperkeeper, RStudio e Gephi « medialab.ufrj

12/09 16-19h no Pontão de Cultura da Escola de Comunicação/ECO
Coordenação: Pablo de Soto
Participantes: Fernanda Bruno, Ivana Bentes, Henrique Antoun, Liliane Nascimento, Rafael Lins, Marcela Canavarro, Henrique Reichelt

1ª Sesión:
1/ Extrayendo los datos: YourTwapperkeeper: esnifando de twitter y exportando tabla de datos .csv
2/ Procesando: Lenguaje R, aplicativo RStudio, algoritmo para análisis estadístico de datos extraídos de twitter
3/ Visualizando: Abriendo .csv en Gephi, editando la tabla de datos y probando los algoritmos de visualización

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Multitudes Web - Biopolítica e Biopotência no coração do Império

Multitudes Web - Biopolítica e Biopotência no coração do Império

Excerto do texto de  Peter Pàl Pelbart

" O Império contemporâneo, diferentemente do Império chinês do conto de Kafka, já não funciona na base de muralhas e trincheiras, e os últimos acontecimentos demonstraram cabalmente a falência da lógica da fortaleza. O Império se nomadizou completamente. Ou melhor, ele é a resposta política e jurídica à nomadização generalizada. Ele mesmo depende da circulação de fluxos de toda ordem a alta velocidade, fluxos de capital, de informação, de imagem, de bens, mesmo e sobretudo de pessoas [4]. Claro que nem tudo circula da mesma maneira por toda parte, e nem todos extraem dessa circulação os mesmos benefícios. O novo capitalismo em rede, que enaltece as conexões, a movência, a fluidez, produz novas formas de exploração e de exclusão, novas elites e novas misérias, e sobretudo uma nova angústia - a do desligamento. O que Castel chamou de desfiliação, e Rifkin de desconexão. Ser ameaçado de desconexão, de desengate - sabemos que a maioria se encontra nessa condição, de desplugamento efetivo da rede. O problema se agrava quando o direito de acesso às redes, como o diz Rifkin (e agora trata-se não só da rede no sentido estrito, tecnológico e informático, mas das redes de vida num sentido amplo) migra do âmbito social para o âmbito comercial. Em outras palavras : se antes a pertinência às redes de sentido e de existência, aos modos de vida e aos territórios subjetivos dependia de critérios intrínsecos tais como tradições, direitos de passagem, relações de comunidade e trabalho, religião, sexo, cada vez mais esse acesso é mediado por pedágios comerciais, impagáveis para uma grande maioria. O que se vê então é uma expropriação das redes de vida da maioria da população, através de mecanismos cuja inventividade e perversão parecem ilimitadas."
(...)
"Duas palavrinhas ainda. Uma a respeito do termo biopolítica e outra a respeito do termo multidão. Biopolítico foi o termo forjado por Foucault para designar uma das modalidades de exercício do poder sobre a vida, sobre a população enquanto massa global afetada por processos de conjunto. Um grupo de teóricos, majoritariamente italianos, propôs uma pequena inversão, não só semântica, mas também conceitual e política. Com ela, a biopolítica deixa de ser prioritariamente a perspectiva do poder tendo por objeto passivo o corpo da população e suas condições de reprodução, sua vida. A própria noção de vida deixa de ser definida apenas a partir dos processos biológicos que afetam a população. Vida inclui a sinergia coletiva, a cooperação social e subjetiva no contexto de produção material e imaterial contemporânea, o intelecto geral. Vida significa inteligência, afeto, cooperação, desejo. Como diz Lazzarato, a vida deixa de ser reduzida, assim, a sua definição biológica para tornar-se cada vez mais uma virtualidade molecular da multidão, energia a-orgânica, corpo-sem-órgãos. O bios é redefinido intensivamente, no interior de um caldo semiótico e maquínico, molecular e coletivo, afetivo e econômico, aquém da divisão biológico/mecânico, individual/coletivo, humano/inumano. Assim, a vida ao mesmo tempo se pulveriza e se hibridiza, se dissemina e se alastra, se moleculariza e se totaliza, se descola de sua acepção biológica para ganhar uma amplitude inesperada e ser, portanto, redefinida como poder de afetar e ser afetado, na mais pura herança espinosana. Daí a inversão, em parte inspirada em Deleuze, do sentido do termo forjado por Foucault : biopolítica não mais como o poder sobre a vida, mas como a potência da vida. A biopolítica como poder sobre a vida toma a vida como um fato, natural, biológico, como zoè, ou como diz Agamben, como vida nua, como sobrevida. É o que vemos operando na manipulação genética, mas no limite também no modo como são tratados os prisioneiros da Al Qaeda em Guantánamo, ou os adolescentes infratores nas instituições de "reeducação" em São Paulo - e os atos de auto-imolação espetacularizada que esses jovens protagonizam em suas rebeliões, diante das tropas de choque e das câmaras de televisão, não seriam a tentativa de reversão a partir desse 'mínimo' que lhes resta, o corpo nú ? [8]. Em contrapartida, a biopolítica concebida como potência de variação de formas de vida equivale à biopotência da multidão, tal como referida acima."



[4] Cf. Toni Negri e Michael Hardt, Império.

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Bom Dia Brasil - Vale do Silício, nos Estados Unidos, inova para incentivar ideias | globo.tv

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Bom Dia Brasil - Vale do Sicílio reúne jovens ricos que não esbanjam e vivem com discrição

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Mundo S/A - Política de incentivo no Reino Unido fortalece empresas de tecnologia | globo.tv

Mundo S/A - Política de incentivo no Reino Unido fortalece empresas de tecnologia | globo.tv

RUMO À CIDADE EM TEMPO REAL (texto)

ver texto link. RUMO À CIDADE EM TEMPO REALhttps://www.google.com.br/search?q=RUMO+%C3%80+CIDADE+EM+TEMPO+REAL&ie=utf-8&oe=utf-8&aq=t&rls=org.mozilla:pt-BR:official&client=firefox-a

Desenvolvimento Urbano numa Sociedade Globalizada e Telemediática

Stephen Graham* catedrático em Planejamento Urbano do Centro de Tecnologia Urbana da Universidade de Newcastle, Inglaterra

Um mundo feito de redes desafia, em muitas frentes, as categorizações tradicionais e as estruturas intelectuais. Questiona as velhas concepções de espaço e poder. Enquanto as antigas economias de mercado se formaram a partir de ordenações espaciais e temporais da vida das cidades, as economias de hoje baseiam-se numa ordenação lógica ou ‘virtual’ da comunicação eletrônica, numa nova geografia de conexões e sistemas, de centros de processamento e controle (...) Redes de computadores, cabos e comunicações via rádio governam (agora) o destino das coisas, como elas são remuneradas, e quem tem acesso a quê. As manifestações físicas de poder - paredes, fronteiras, auto-estradas e cidades - foram sobrepostas por um mundo ‘virtual’ de sistemas de informação, bases de dados e redes. As edificações estão sendo redefinidas em função de suas posições nas redes à medida que ‘casas inteligentes’ se juntam a escritórios eletrônicos e fábricas automatizadas.”

Geoff Mulgan, Communication and Control (1991;3) citado por Grahan

domingo, 2 de setembro de 2012

Redes e tecnologia 1

Tecnologia é a sociedade, e a sociedade não pode ser entendida ou representada sem suas ferramentas tecnológicas. (CASTELLS. P. 25. no transcorrer do curso será confrontado com (Cf.) diversos autores. (...) A ênfase nos dispositivos personalizados (pcs, notebooks, pages, smarphones, tablets), na interatividade, na formação de redes e na busca de novas descobertas tecnológicas. (...) produziram inovação tecnológica (culturas e organizações), acelerando a velocidade e o escopo das transformações tecnológicas. (CASTELLS.P. 25).
O resultado foi uma arquitetura de rede que não pode ser controlada a partir de nenhum centro e é composta por milhares de redes de computadores autônomos com inúmeras maneiras de conexão, contornando barreiras eletrônicas. (CASTELLS.P. 26)

O espaço dos fluxos das redes mundiais é resultante de dinâmicas produtivas e comunicativas.

A difusão mundial da lógica das redes tem modificado os processos produtivos, o poder, a cultura e a experiência. As redes converteram-se na base de criação de riquezas e do conhecimento na economia mundial. Entretanto, esta sentença refere-se predominantemente às redes sociotécnicas, que estão se tornando simultaneamente, globais e locais, na medida em que se ampliam os tipos de conexões técnicas e organizacionais mundiais em determinados espaços locais. José Luis Aidar Prado (2001) adverte que da afirmação da operacionalidade das redes, da velocidade da circulação e do consumo decorre uma “naturalização” das redes mundiais, que omite o modo como se constroem o poder dos fluxos e os discursos que lhe dão suporte.
O termo rede é apropriado de outros campos de conhecimento, expressan-do uma espécie de tecido das relações sociais e produtivas. As redes são reais e virtuais, técnicas e sociais, locais e globais, integradoras e desintegradoras (SANTOS, 1997).

Discussão aprofundada será feita no tópico do curso caracterização das redes. 

Referências
CASTELLS, Manuel. A Sociedade em redes. São Paulo: Paz e Terra, 2000.

MIRANDA, Clara Luiza. Dispositivos Territoriais das Redes Mundiais. Tese de Doutorado. São Paulo: PUCSP, 2004.
PRADO, José Luiz Aidar. O enredamento globalizante de Castells. In. PRADO, José Luiz Aidar & SOVIK, Liv. (orgs). Lugar Global e Lugar nenhum: Ensaios sobre de-mocracia e globalização. São Paulo: Hacker Ed., 2001.
SANTOS, Milton. Técnica, Espaço, Tempo. Globalização e Meio Técnico-Científico Informacional. São Paulo: HUCITEC, 1997.
 


Fábrica do homem endividado


Alguns anos de "globalização", o processo econômico que predomina mostra o fundo do poço que é a "fábrica do homem endividado", livro de Maurizio Lazzarato, a seguir um excerto do livro traduzido.
O crédito é "um dos melhores instrumentos de exploração que o homem soube erigir pois alguns podem, com base em papéis, se apropriar do trabalho e da riqueza dos outros" (Ardent,apud Lazzarato). O que a mídia chama "especulação" se constitui uma máquina de captura ou a depredação de mais-valia nas atuais condições de acumulação capitalista, em que é impossível distinguir a renda do lucro. O processo de mudança das funções de gestão da produção e da propriedade capitalista, que havia começado a desenvolver no tempo de Marx está hoje totalmente concluídas. A "capitalista realmente ativo" é convertido, já dizia Marx, em "um simples  dirigente e administrador do capital", e o "proprietário de capital" em capitalista financeiro ou rentista. 
Reduzir o financiamento as suas funções especulativas significa negligenciar seu papel político como representante da "capital social" (Marx) que os industriais capitalistas não chegam, e não pode assumir, e a função de "coletivo capitalista" (Lenine) que é exercida, através das técnicas de governo e a sociedade como um todo. Ela também significa negligenciar sua função "produtiva", sua capacidade de gerar lucros.
O neoliberalismo como é chamado o modo redutor de capitalismo financeiro, este expressa o aumento da potência do relacionamento credor-devedor. O neoliberalismo gerou a integração do sistema monetário, bancário e financeiro mediante técnicas as quais refletem o compromisso de fazer com que a relação credor-devedor se constitua numa questão política importante, sem qualquer ambiguidade, uma relação de força baseada na 'propriedade'. Na crise, a relação entre proprietários ( de capital) e não-proprietários (de capital) amplia sua influência sobre todas as outras relações sociais.
 
 
Referência
LAZZARATO, Maurizio. La fabrique de l’homme endetté. Essai sur la condition néolibérale, Paris: Éditions Amsterdam, 2011

Globalização, dois aspectos chave


Segundo Pierre Veltz (2000), dois aspectos-chave para o desenvolvimento das economias urbanas são: primeiro, a nova "centralidade" das grandes cidades como sistemas de controle da economia globalizada e, segundo, uma tendência paralela de descentralização dos serviços de rotina para fora destas cidades mundiais. Em consequência destes processos de polarização e descentralização, embaralham-se as diferenças entre metrópoles e ‘províncias’ tanto em escala nacional quanto em escala internacional.
A globalização para Pierre Veltz (2000) é uma estratégia para dominar a diversidade resultante das organizações multilocalizadas e de seus procedimentos de diversificação e valorização de produtos. Assim, a globalização se beneficia de uma visão ampla da demanda e da concorrência, baseada numa abordagem global da diversidade de situações regionais ou nacionais enfrentadas. Neste sentido, em termos organizacionais, as firmas podem encarnar múltiplos formatos e prender-se a formas geográficas, também muito variadas.
Contudo, segundo Pierre Veltz (2000), há uma defasagem entre a fase da multilocalização econômica e a fase da globalização, que concerne ao tipo de produto colocado no mercado: um produto manufaturado com alto valor agregado (de alta tecnologia) ou um produto de baixo valor agregado, como as matérias primas destinadas à produção de bens, as chamadas commodities, tais como minério de ferro, vários tipos de grãos, madeira, processados ou em natura. As commodities são os produtos predominantes na pauta de exportação dos portos do Espírito Santo (ES). No Brasil, uma importante porcentagem da indústria optou pela comercialização de commodities, produzidas e comercializadas em milhares de toneladas.
Para Pierre Veltz (2000), a passagem da multilocalização à globalização concerne à produção que agrega alta tecnologia e capacitação, mas também ao momento estratégico de dispersão das empresas no exterior que na globalização se aprimora na diversificação de produtos e da organização, especificamente no cruzamento de uma coordenação forte e configuração geográfica (dispersão, verticalização ou reagrupamento).
A globalização se estabelece por um triplo efeito da técnica, das finanças e da informação. As técnicas obtém redução de custos de transação por alcançarem uma ampla escala internacional (economia de escala). As finanças buscam maior rentabilidade na exploração de novos territórios em tempo real, “sob pressão de redes de venda” (economia de escopo) (BETBÈZE, 2009, p 105). As tecnologias da informação e da comunicação proporcionam e multiplicam a potência desses processos.
As estruturas de produção multiplicam suas dimensões, o que é seguido por um acelerado processo de deslocalização de indústrias e de serviços. “As revoluções tecnológicas acentuam os contrastes e aumentam as precarizações” (BETBÈZE, idem). Nesse processo surgem países emergentes como China e India, Brasil (citados por Betbèze pgs 105 e 113). Ele diz a China nos inquieta por estar nos alcançando (Europa) e também por estar saindo de uma pobreza de massa (BETBÈZE, p. 105). [Não encontrei a data da publicação original, importante nesse caso].

 

Referências

VELTZ, Pierre. Mondialisation, Villes et Territoires, L’Économie D’Archipel. Paris: PUF, 2000
BETBÈZE, Jean-paul. Economia: 100 palavras-chave. Porto Alegre: L&PM, 2009.

 

sábado, 1 de setembro de 2012

Globalização, um conceito comunicacional


Segundo Frederic Jameson (2001), a globalização é um conceito comunicacional, que alternadamente mascara e transmite significados culturais e econômicos. Mas, a abordagem comunicacional é “basicamente incompleta”, Jameson adverte que é sempre possível encontrar outras dimensões embutidas no conceito comunicacional de globalização: o conceito de uma nova cultura mundial, através do postulado da ampliação das redes, e o econômico, que advém da viabilização da produção flexível pelas novas tecnologias da informação e da comunicação.
Os problemas de 'padronização' de mercados e a exploração das diferenças dos locais permitem concluir com Jameson que o conceito de globalização é ambíguo e seus conteúdos 'alternantes' possuem múltiplas possibilidades de exploração. É o que se pretende empreender no desenvolvimento deste 'curso', que não consegue se desvencilhar do enredamento e dos torvelinhos das “novas formas de rotação” da informação e da reflexão.
A compreensão das tendências da globalização solicita o enfrentamento dos “números e outros dados duros, macrossociais” que descorporificam os lugares no mapa, ao mesmo tempo, leva a investigação das descrições sócio-culturais, que captam processos específicos do lugar e as possibilidades de ação em tais processos (CANCLINI, 2003).
O novo espaço público global imaterial e virtual conduz a reavaliação da cidade e da arquitetura, como produto da manufatura, com seu decorrente impacto sólido, visual, tátil de realidade, do qual provém o sentido da objetividade do mundo, como parte da “condição humana” de acordo Hannah Arendt (1995). As tecnologias da informação e da comunicação, mas também as tecnologias articuladas a elas, como a logística, permitem a abertura a processos complexos de intervenção territorial. Estes não se restringem mais apenas ao espaço físico tangível, fixo, e sintetizam diversas situações de reconhecimento e de abordagem.
As condições globais estão progressivamente híbridas e multifacetadas, superpõem flutuações e mutações, acumulando camadas[1] de 'realidade' (objetos físicos) e camadas de informações (GAUSA et al, 2000). Estas possibilidades se chocam com a condição de objeto da manufatura, compreendido como localização e posição sensível, e com a noção de espaço como aquilo “que impede que tudo esteja no mesmo lugar” (VIRILIO, 1993). Destaca-se que as tecnologias da informação e da comunicação, as TICs, operam transformações no território sem necessariamente manifestar índices (tangíveis) ou se tornarem ícones (físicos)[2].


[1] Camada é tomada como um termo correlato a estrato, estratificação: “Cada estrato ou articulação é composto de meios codificados, substâncias formadas. Formas e substâncias, códigos e meios não são realmente distintos. São componentes abstratos de qualquer articulação” (DELEUZE & GUATTARI, 2002).
[2] Refere-se à relação entre signos e territorialização de Deleuze e Guattari (1995): índices (signos territoriais), símbolos (signos desterritorializados) e ícones (signos reterritorializados).

Referências
Garcia Canclini, Néstor. A Globalização Imaginada/Nestor Garcia Canclini - São Paulo: Iluminuras, 2007
DELEUZE, Gilles & GUATARRI, Felix. Mil Platôs. Capitalismo e Esquizofrenia. Vol 3. Rio de janeiro: Ed. 34, 1995

DELEUZE, Gilles & GUATARRI, Felix. Mil Platôs. Capitalismo e Esquizofrenia. Vol 5. Rio de janeiro: Ed. 34, 2002
GAUSA, Manuel, GUALLART, Vicente & MÜLLER, Willy et al. (orgs.). Diccionario Metápolis de arquitectura avanzada. Ciudad y tecnologia en la sociedad de la información. Barcelona: Actar, 2000.
JAMESON, Fredric. Notas sobre a globalização como questão filosófica. In PRADO, José Luiz Aidar & SOVIK, Liv. (orgs). Lugar Global e Lugar nenhum: Ensaios sobre democracia e globalização. São Paulo: Hacker Ed., 2001.
VIRILIO, Paul. Espaço Crítico. São Paulo: Ed. 34, 1991 

Metapolis 1


A metápoles é um território urbano que ultrapassa a estrutura tradicional da cidade, baseado no processamento e combinação de informações simultâneas (tanto localizadas quanto deslocadas no espaço). É um território produzido por meio de superposições, combinações e interações entre (e intra) territórios. Este aspecto relacional remete ao processo informacional, designando um território multimídia, pois, recorre a multimeios como forma de comunicação, informação e formação. Conceito com base em François Ascher (1998).

Metapolis and Urban Life, 10-11th September 2005
Tokyo, Japan
ASCHER, François. Metapolis, Acerca do Futuro da Cidade. Oeiras: Celta, 1998.